Questões

2ª Fase


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11ª questão

Sobre esta fotografia abaixo do bando de Lampião, feita a pedido do governador João Bezerra, pode-se afirmar:

Imagem oficial da degola do bando de Lampião (1938)

Fotografia

Palavras-chave

Lampião
Cangaço
Movimentos sociais

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Alternativas

A. o governo de Getúlio Vargas (1930-1945) empenhou-se em registrar o bando de Lampião derrotado e degolado.
B. o bando de Lampião não se enquadra na noção de banditismo social, proposta por Eric Hobsbawm (vide o documento relacionado "Bandoleiros, cangaceiros e matreiros: revisão da historiografia sobre o Banditismo Social na América Latina" na coluna à direita).
C. a fotografia, que exibe as cabeças dos cangaceiros e os chapéus e outros objetos adornados, foi encomendada pelo governo baiano e de Getúlio Vargas. Com a foto publicada em diversas partes do Brasil, o governo reafirmava seu poder e colocava no passado este movimento popular e violento, como se estivesse superado.
D. o cangaço é um grande tema literário e audiovisual no Brasil do século XX: O Cangaceiro de Lima Barreto (1953), o filme Deus e o Diabo na Terra do Sol de Glauber Rocha (1964), e ainda personagens de novela como o Zeca Diabo de Dias Gomes, em O Bem-Amado (1973).

Documentos relacionados

Para saber mais, veja estes documentos abaixo:

Bandoleiros, cangaceiros e matreiros: revisão da historiografia sobre o Banditismo Social na América Latina

Trecho de artigo acadêmico

Movimentos sociais
Historiografia


Imagem oficial da degola do bando de Lampião (1938)

Fotografia

Lampião
Cangaço
Movimentos sociais





Questões

2ª Fase


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12ª questão

Trecho de texto do viajante Auguste de Saint-Hilarie (1779-1853), de 1819, narrando costumes observados no Brasil.

Arredores do Rio Araguari ou Rio das Velhas. Viagem à Província de Goiás. Auguste de Saint-Hilaire.

Texto de viajante

Palavras-chave

Viajantes
Usos e costumes

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Texto da inglesa Maria Graham (1785-1842), de 1823, narrando costumes observados no Brasil.

Diário de uma Viagem ao Brasil. Maria Graham.

Texto de viajante

Palavras-chave

Viajantes
Usos e costumes

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Após ler os dois textos acima, selecione a alternativa:

Alternativas

A. os dois textos se referem a um conjunto diversificado de hábitos de alimentação em diferentes regiões do Brasil nas primeiras décadas do século XIX.
B. os textos dos viajantes estrangeiros nos informam como viviam nossos antepassados e os costumes característicos desta época.
C. a vida cotidiana em partes distintas do Brasil indica as diferenças de economia, sociedade e cultura entre as vilas rurais do interior e os padrões burgueses europeizados dos grupos sociais abastados da Corte.
D. os viajantes estrangeiros estavam mais interessados na economia brasileira do que em mostrar costumes nacionais.

Documentos relacionados

Para saber mais, veja estes documentos abaixo:

Arredores do Rio Araguari ou Rio das Velhas. Viagem à Província de Goiás. Auguste de Saint-Hilaire.

Texto de viajante

Viajantes
Usos e costumes


Diário de uma Viagem ao Brasil. Maria Graham.

Texto de viajante

Viajantes
Usos e costumes


O que era a “língua geral”?

Glossário/explicação

Língua geral





Questões

2ª Fase


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13ª questão

A imagem abaixo, sobre o fim da Guerra do Paraguai, foi publicada na revista Semana Illustrada de 27 março 1870. A partir da observação da imagem e de sua legenda podemos dizer que:

A morte de Solano Lopez

Gravura

Palavras-chave

Imprensa
Guerra do Paraguai

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Alternativas

A. a morte de Solano Lopez foi descrita como um grande feito brasileiro.
B. o autor via como diabólica a participação brasileira na guerra.
C. para o autor a guerra do Paraguai foi uma batalha contra a tirania de um governante cruel.
D. a descrição do líder paraguaio como um monstro ajudou a construir a imagem do Brasil como o de libertador daquela nação.

Documentos relacionados

Para saber mais, veja estes documentos abaixo:

A morte de Solano Lopez

Gravura

Imprensa
Guerra do Paraguai





Questões

2ª Fase


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14ª questão

Jean de Walbeeck, no Relatório apresentado ao parlamento holandês em 1633, ao discorrer sobre a possibilidade de invasão de terras brasileiras, apontou:

Relatório apresentado ao parlamento holandês em 1633 por Jean de Walbeeck.

Relatório apresentado ao parlamento holandês

Trecho de relatório

Palavras-chave

Atividades econômicas
Holandeses no Brasil

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Baseado nos seus conhecimentos e nas informações contidas no documento acima, escolha a alternativa:

Alternativas

A. o documento refere-se à justificativa para a invasão holandesa no Brasil.
B. o documento indica interesse comercial holandês pelo Brasil.
C. a região setentrional à qual o documento se refere é a atual região Norte do país.
D. além do açúcar, havia vários interesses marítimo-comerciais dos holandeses incluindo a desmontagem do domínio português.

Documentos relacionados

Para saber mais, veja estes documentos abaixo:

Relatório apresentado ao parlamento holandês

Trecho de relatório

Atividades econômicas
Holandeses no Brasil





Questões

2ª Fase


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15ª questão

Trechos da crônica de João do Rio, “A Era do Automóvel”, publicada originalmente em 1911.

“A Era do Automóvel”, João do Rio

Crônica

Palavras-chave

Urbanização
Automóvel

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Propaganda de automóvel

Propaganda

Palavras-chave

Urbanização
Imprensa
Indústria automobilística

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Observando o texto de João do Rio e a imagem e o slogan da propaganda, podemos afirmar:

Alternativas

A. o texto e a imagem tratam dos impactos gerados pelo automóvel. A crônica de João do Rio descreve o contraste entre um equipamento moderno e uma cidade antiga.
B. no texto há uma concepção pessimista das transformações promovidas pelo automóvel. A imagem da propaganda apresenta uma visão positiva do uso de diferentes meios automotivos de transporte.
C. o tom otimista utilizado na propaganda caracteriza o desenvolvimentismo da Era JK.
D. no texto e na imagem automóvel e as estradas são descritos como elementos geradores de riqueza.

Documentos relacionados

Para saber mais, veja estes documentos abaixo:

Trecho 1 de "Triste fim de Policarpo Quaresma"

Texto literário

Séc. XX
Urbanização
Lima Barreto
Literatura
Cidade


Trecho 2 de "Triste fim de Policarpo Quaresma"

Texto literário

Séc. XX
Urbanização
Lima Barreto
Literatura
Cidade


Propaganda de automóvel

Propaganda

Urbanização
Imprensa
Indústria automobilística


“A Era do Automóvel”, João do Rio

Crônica

Urbanização
Automóvel





Questões

2ª Fase


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16ª questão

Trecho do romance "O Bom-Crioulo" de Adolfo Caminha.

O Bom-Crioulo

Texto literário

Palavras-chave

Punições
Revolta da Chibata

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Alternativas

A. o texto refere-se ao conjunto de punições físicas que caracterizavam o cotidiano dos marinheiros brasileiros no século XIX até os inícios do XX.
BO Bom-Crioulo é um romance sobre um escravo forte e acostumado aos castigos físicos.
C. a Revolta da Chibata ocorrida em 1910 foi um levante dos marinheiros contra este tipo de disciplina e punição.
D. neste texto literário há uma construção da figura do “bom crioulo” como tipo social no qual se opõem a força à mansidão e à resignação de caráter.

Documentos relacionados

Para saber mais, veja estes documentos abaixo:

O Bom-Crioulo

Texto literário

Punições
Revolta da Chibata


Dossiê “Marujada em fúria!”

Artigos

Revolta da Chibata





Questões

2ª Fase


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17ª questão

Leia o documento abaixo atentamente e observe os mapas que elaboramos para esta questão, procurando localizar as colônias que o texto cita.

Documento do Conselho da Fazenda,1657

Documento do Conselho da Fazenda,1657

Relatório

Palavras-chave

Colonização
Formação do território nacional
Atividades econômicas

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Mapa da divisão territorial do país, séc. XVII

Mapa

Palavras-chave

Colonização
Formação do território nacional
Mapas Brasil

visualizar o documento completo

Mapa das colônias portuguesas à época das Grandes Navegações

Mapa

Palavras-chave

Colonização
Formação do território nacional
Mapa Mundi

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Mapa indicando o local contemporâneo das antigas colônias e posses portuguesas

Mapa

Palavras-chave

Colonização
Formação do território nacional
Mapa Mundi
Descolonização

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É pertinente afirmar que:

Alternativas

A. a metrópole colonial possuía vários portos importantes no território brasileiro, mas estavam todos em situação precária.
B. Portugal havia estabelecido colônias em diversos territórios durante as Grandes Navegações, que se viam ameaçados por outros impérios coloniais.
C. o autor do texto alerta que as posses portuguesas, ainda que ricas, passavam por dificuldades.
D. no século XVII, o Brasil já era uma colônia importante do mundo português.

Documentos relacionados

Para saber mais, veja estes documentos abaixo:

Mapa da divisão territorial do país, séc. XVII

Mapa

Colonização
Formação do território nacional
Mapas Brasil


Mapa das colônias portuguesas à época das Grandes Navegações

Mapa

Colonização
Formação do território nacional
Mapa Mundi


Mapa indicando o local contemporâneo das antigas colônias e posses portuguesas

Mapa

Colonização
Formação do território nacional
Mapa Mundi
Descolonização


Documento do Conselho da Fazenda,1657

Relatório

Colonização
Formação do território nacional
Atividades econômicas


Antigo Regime, Império português e governança no Maranhão e Grão-Pará

Artigo acadêmico

Colonização
Formação do território nacional





Questões

2ª Fase


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18ª questão

Trecho do jornal "A Plebe", editado por Edgar Leuenroth (1881-1968), entre 1917 e 1947.

Trecho do jornal "A Plebe"

Artigo de jornal

Palavras-chave

Imprensa
Movimentos sociais
Classe operária

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A partir do documento e dos seus conhecimentos, podemos afirmar que:

Alternativas

A. os trabalhadores são retratados como potencialmente radicais e extremados.
B. as relações entre trabalhadores e patronato eram marcadas pelo diálogo e entendimento.
C. a organização e mobilização operárias eram meios fundamentais para o movimento operário alcançar seus objetivos.
D. as greves dos trabalhadores de diferentes categorias, que marcaram o período entre 1917-1920, foram ponto alto da história do movimento operário na Primeira República.

Documentos relacionados

Para saber mais, veja estes documentos abaixo:

Trecho do jornal "A Plebe"

Artigo de jornal

Imprensa
Movimentos sociais
Classe operária





Questões

2ª Fase


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19ª questão

Texto jornalístico indicando a mobilização pelo voto feminino no ano de 1928.

Voto feminino

Trecho de artigo de jornal

Palavras-chave

Imprensa
Voto
Mulheres

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Alternativas

A. de acordo com a notícia, a maioria das mulheres brasileiras na década de 1920 não tinham direito ao voto.
B. a Federação Brasileira pelo Progresso feminino fazia uma intensa campanha para assegurar às mulheres brasileiras o direito universal ao voto.
C. os direitos políticos das mulheres eram considerados fundamentais para a sua emancipação política.
D. as feministas de 1928, assim como hoje em dia, defendiam a igualdade entre homens e mulheres.

Documentos relacionados

Para saber mais, veja estes documentos abaixo:

Voto feminino

Trecho de artigo de jornal

Imprensa
Voto
Mulheres


Direito de voto feminino completa 76 anos no Brasil

Artigo de jornal

Voto
Mulheres





Questões

2ª Fase


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Documentos desorganizados (16)
Atenção: alguns documentos são da primeira fase. Para imprimi-los imprima a versão completa da 1ª Fase.

Voto feminino
 


Imagem de Santa
 


Mapa das províncias brasileiras - 1822
 
Documento 1
 


Fotografia 1
 
Propaganda de automóvel
 


Propaganda do TK 82-C
 


Charge 1
 


Documento do Conselho da Fazenda,1657
 
O Bom-Crioulo
 






Documentos

2ª Fase


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Bandoleiros, cangaceiros e matreiros: revisão da historiografia sobre o Banditismo Social na América Latina
Trecho de artigo acadêmico

Desde a década de 1960, as aproximações da História Social ao fenômeno do Banditismo Social estiveram fortemente marcadas pelos estudos desenvolvidos por Eric Hobsbawm. Fernand Braudel tinha feito alguns avanços nesta questão, porém, só quando Eric Hobsbawm publicou Primitive Rebels, em 1959, e Bandits em 1969, o Banditismo Social, como uma forma de resistência camponesa, passou a fazer parte do elenco temático da História Social. Este modelo de análise foi aplicado largamente a distintas realidades e situações, com maior ou menor êxito. Desde o início, este é um tema que aparece como necessariamente comparativo e não restrito a um período histórico e, outrossim, a uma determinada situação histórica.

Segundo Hobsbawm, o Banditismo Social é um fenômeno universal, dado que os camponeses teriam todos eles um modo de vida similar, definido pelo acesso direto à terra e a uma série de recursos naturais e de reciprocidades costumeiras na comunidade; por isto, o Banditismo Social não tem um período definido numa cronologia unívoca. Conforme Hobsbawm, a transição para o capitalismo agrário não acontece num momento histórico específico e depende do momento em que se produz essa transição. Nos países desenvolvidos, esta passagem aconteceu no século XVIII, enquanto nas sociedades da América Latina, no século XX. O momento em que começa o Banditismo Social pode não estar muito bem definido, mas está associado à desintegração da sociedade tribal ou à ruptura da sociedade familiar. É evidente que o Banditismo Social acaba com a difusão do capitalismo industrial e com a consolidação do Estado Nacional, estando relacionado à emergência das classes, e da luta de classes que dão uma nova orientação às lutas dos camponeses.

(…)

O que faz com que estes movimentos de camponeses continuem a ser mais uma das formas de expressão de descontentamento, ou se transformem em movimentos revolucionários, depende de fatores externos. Estes fatores estão relacionados com crises do tipo estruturais, que podem ser provocadas por catástrofes naturais ou por fenômenos irreversíveis, como a emergência do capitalismo. De acordo com Hobsbawm, é nestas ocasiões que o Banditismo Social pode passar a vincular-se a movimentos revolucionários, ou a aceitar a liderança de líderes revolucionários.

Outros dois elementos do modelo de Hobsbawm merecem ser lembrados. Primeiro, temos que destacar a capacidade que seu modelo tem para definir quem estava apto a integrar-se aos grupos de bandidos, o que é uma excelente análise da sociedade camponesa. Não é qualquer um que podia tornar-se um bandido. O bandido não podia ter relações familiares que o apressassem a poder ingressar nessa nova vida, e ao mesmo tempo a sua ligação familiar tinha que ser suficientemente forte para que, uma vez empreendida essa nova atividade, servisse para proteger ou favorecer seu grupo familiar. Em segundo lugar, para formular seu modelo, Hobsbawm baseou-se no folclore e nas narrativas dos feitos desses bandidos. Porém, estas narrativas apareceram reformuladas posteriormente ao desaparecimento dos bandidos, e adaptadas a novas situações.

Para saber mais:

Eric Hobsbwam. Bandidos . Rio de Janeiro:Ed. Forense Universitária, 1975

Eric Hobsbawm. Rebeldes Primitivos. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 1978


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2ª Fase


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Imagem oficial da degola do bando de Lampião (1938)
Fotografia
Documento da 2ª Fase
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2ª Fase


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Arredores do Rio Araguari ou Rio das Velhas. Viagem à Província de Goiás. Auguste de Saint-Hilaire.
Texto de viajante

“O Capitão da aldeia da Estiva tinha-me hospedado em sua casa. Ao anoitecer os habitantes do lugar reuniram-se ali, de volta de suas lavouras, e pude observá-los à vontade (…) eram todos mestiços de índios com negros (…) falavam a (…) ‘língua geral’ e se dedicavam ao cultivo da terra, demonstrando pelo seu modo de vestir que não viviam na indigência. Enquanto me encontrava entre eles chegou à aldeia um agricultor das redondezas com alguns burros carregados de lingüiças, de carne de porco salgada, de cachaça e de rapaduras (…). O homem encontrou fácil saída para os seus produtos, seja vendendo-os, seja trocando-os por algodão fiado ou peles de veado.”


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2ª Fase


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Diário de uma Viagem ao Brasil. Maria Graham.
Texto de viajante

“Tomei chá em casa da Baronesa de Campos e lá encontrei uma grande reunião de família que se realiza sempre aos domingos para tributar homenagens à velha senhora. O chá foi feito por uma das moças com o auxílio da irmã, tal como se daria na Inglaterra. Uma grande urna de prata, bules de chá também com prata, jarras de leite e pratos de açúcar, com elegantes porcelanas da China, estavam colocados numa grande mesa, em volta da qual se reuniam diversas moças. De lá mandavam servir o chá em torno de nossa roda (…). Em seguida, ofereceram-se doces de todas as espécies, após o que todo mundo tomou um copo d’água.”


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2ª Fase


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O que era a “língua geral”?
Glossário/explicação

No Brasil, as línguas de base indígena, utilizadas ao longo do território brasileiro, recebem o nome de língua geral. A língua geral é uma língua franca, ou seja, uma língua que garante a comunicação entre falantes de línguas diversas. No caso, a língua geral era uma língua usada por índios, portugueses e brasileiros. No século XVIII havia duas línguas gerais: a língua geral paulista, falada ao sul do país no processo de expansão bandeirante, e a língua geral amazônica ou nheengatú, usada no processo de ocupação amazônica. Destas duas línguas gerais somente o nheengatú continua a ser utilizado entre os indígenas de diferentes etnias, habitantes da região norte do país. Quando, ainda durante a colonização, Portugal decidiu impor o português como língua oficial, desenvolveu políticas claras para fazer desaparecer a língua geral, dentre elas, o Édito dos Índios, iniciativa do Marquês de Pombal, que proibia o uso da língua geral na colônia.


Documentos

2ª Fase


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A morte de Solano Lopez
Gravura
Documento da 2ª Fase
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2ª Fase


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Relatório apresentado ao parlamento holandês
Trecho de relatório

“O Brasil oferece grandes lucros aos portugueses. Em relação ao nosso país, verificar-se-á que esses lucros e vantagens serão maiores para nós. Os açúcares do Brasil enviados diretamente ao nosso país custarão bem menos do que custam agora, pois que serão libertados dos impostos que sobre eles se cobram em Portugal e, desta forma, destruiremos seu comércio de açúcar. Os artigos europeus, tais como tecidos, panos etc., poderão, pela mesma razão, ser fornecidos por nós ao Brasil muito mais barato; o mesmo se dá com a madeira [Brasil] e o fumo.

Quanto à situação da parte norte do Brasil, verificar-se-á que nenhuma outra aparece situada tão vantajosamente para o nosso país, pois é a mais oriental de toda a América meridional, de modo que uma viagem comum, seja de ida, seja de volta, pode ser calculada em dois meses. Uma vez de posse desta parte setentrional do Brasil, destruiríamos todo o comércio de açúcar português.”


Documentos

2ª Fase


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Propaganda de automóvel
Propaganda
Documento da 2ª Fase
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Documentos

2ª Fase


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“A Era do Automóvel”, João do Rio
Crônica

“E, subitamente, é a era do automóvel. O monstro transformador irrompeu, bufando, por entre os escombros da cidade velha, e como nas mágicas e na natureza, aspérrima educadora, tudo transformou com aparências novas e novas aspirações. Quando meus olhos se abriram para as agruras e também para os prazeres da vida, a cidade, toda estreita e toda de mal pizo, eriçava o pedregulho contra o animal da lenda, que acabava de ser inventado na França”.


Documentos

2ª Fase


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O Bom-Crioulo
Texto literário

“Metido em ferros no porão, Bom-Crioulo não deu palavra. Admiravelmente manso, quando se achava em seu estado normal, longe de qualquer influência alcoólica, submeteu-se à vontade superior, esperando resignado o castigo. (…) A chibata não lhe fazia mossa; tinha costas de ferro para resistir como um Hércules ao pulso do guardião Agostinho. Já nem se lembrava do número das vezes que apanhara de chibata… Bom-Crioulo tinha despido a camisa de algodão, e, nu da cintura para cima, numa riquíssima exibição de músculos, os seios muito salientes, as espáduas negras reluzentes, um sulco profundo e liso d’alto a baixo no dorso, nem sequer gemia, como se estivesse a receber o mais leve dos castigos. Entretanto, já iam cinqüenta chibatadas! Ninguém lhe ouvira um gemido, nem percebera uma contorção, um gesto qualquer de dor. Viam-se unicamente naquele costão negro as marcas do junco, umas sobre as outras, entrecruzando-se como uma grande teia de aranha, roxas e latejantes, cortando a pele em todos os sentidos. De repente, porém, Bom-Crioulo teve um estremecimento e soergueu um braço: a chibata vibrara em cheio sobre os rins, empolgando o baixo-ventre. Fora um golpe medonho, arremessado com uma força extraordinária.”


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2ª Fase


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Dossiê “Marujada em fúria!”
Artigos
Documento da 2ª Fase
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Para aprofundar seus conhecimentos sobre a Revolta da Chibata, consulte o dossiê “Marujada em fúria!”, publicado pela Revista de Histórica da Biblioteca Nacional. Edição número 9, abril de 2006.


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2ª Fase


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Mapa da divisão territorial do país, séc. XVII
Mapa
Documento da 2ª Fase
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Para saber mais, veja nos documentos relacionados o artigo “Antigo Regime, Império português e governança no Maranhão e Grão-Pará”.


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2ª Fase


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Mapa das colônias portuguesas à época das Grandes Navegações
Mapa
Documento da 2ª Fase
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A linha verde refere-se às rotas das viagens portuguesas nas datas indicadas.


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2ª Fase


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Mapa indicando o local contemporâneo das antigas colônias e posses portuguesas
Mapa
Documento da 2ª Fase
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2ª Fase


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Documento do Conselho da Fazenda,1657
Relatório

“As índias acham-se hoje miseravelmente reduzidas a seis praças principais, que são: Moçambique, sem defesa; Goa, pouco segura; Diu, arriscada; Cochim, dependente da amizade do rei; Columbo, invadida pelos holandeses; Macau, sem comércio, desesperada; Angola, nervo dos engenhos do Brasil, necessita de prevenção contra os desejos que os espanhóis, ingleses e holandeses têm de nos tirarem os negros […]. A costa da Guiné, donde saía tanta riqueza […] é toda dos estrangeiros […]. O Brasil, reforço principal desta Coroa, pede socorros […]. O Maranhão, mal se sustenta no que é, e receia a cobiça dos estrangeiros que o ameaçam […]. Portugal, enfim, se acha sem forças, sem ânimo para se sustentar […]; não só falta para grandes despesas e para pagar o que deve de justiça, mas ainda para as despesas miúdas.”


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Trecho do jornal "A Plebe"
Artigo de jornal

“ A nossa burguesia faz do operariado uma idéia semelhante à que dos escravos faziam os plantadores do século dezoito (…). Nestas condições, mesmo que uma parte do proletariado tenha tendências moderadas, vê-se obrigado a recorrer aos meios extremos, porque, infelizmente, só a estes a burguesia tem atendido”.

Para saber mais:

A Plebe, fundado pelo jornalista Edgar Leuenroth (1881-1968), foi um jornal anarquista com forte teor sindical, publicado entre 1917 e 1947. Esse periódico é fonte muito importante para a compreensão da vida operária nas primeiras décadas do século XX.

Todo o rico acervo sobre a história do movimento operário no Brasil da primeira república coletado durante a vida de Edgard Leuenroth foi doado ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, que em 1974 inaugurou o Arquivo Edgar Leuenroth, local que preserva todo esse material.


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Voto feminino
Trecho de artigo de jornal

O aeroplano como vehiculo de propaganda
RIO, 12 – O feminismo continua a sua propaganda. Hoje, a cidade assistiu a um interessante e inedito acontecimento. Distinctas senhoras, que fazem parte proeminente da diretoria da “Federação Brasileira pelo Progresso Feminino”, voaram sobre a cidade em aeroplano, distribuindo cartões postaes e manifestos de propaganda do voto feminino.

Foram as sras. Bertha Lutz, sua brilhante presidente, d.Maria Amalia Bastos, primeira secretaria e dra. Carmen Velloso Portinho, thesoureira.

Um dos postaes tinha os seguintes dizeres: “As mulheres já podem votar em trinta paizes e um Estado brasileiro porque não hão de votar em todo o Brasil?

Paizes nos quaes as mulheres exercem direitos eleitoraes: Allemanha, Argentina (S.Juan),Australia, Austria. Belgica, Birmania, Canadá, Colonia de Kenya, Dinamarca, Estados Unidos, Esthonia, Finlandia, Grã Bretanha, Hespanha, Hollanda, Hungria, Irlanda (Estado Livre), Irlanda (Norte), Islandia, Indias Britannicas e Estados Livres, Italia, Jamaica, Lethonia, Lithuania, Luxemburgo, Man (Ilha de), Mancha (Ilha da), Mexico, Noruega, Nova Zelandia, Palestina, Polonia, Rhodesia do Sul, Rumania, Russia, Suecia, Terra Nova, Tcheco Slovaquia e Brasil “Rio Grande do Norte”.

(…)

As feministas deixaram ainda cahir o seguinte appello á imprensa:

“A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, orgam do movimento feminista no Brasil faz um appello á imprensa carioca, sempre generosa na defesa das causas nobres, solicitando que dê o seu apoio á campanha em pról dos direitos politicos da mulher”.


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2ª Fase


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Direito de voto feminino completa 76 anos no Brasil
Artigo de jornal

Acessado pelo link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u367001.shtml


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2ª Fase


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Antigo Regime, Império português e governança no Maranhão e Grão-Pará
Artigo acadêmico

Os acirrados embates pelo domínio dos espaços coloniais ocorridos ainda no Atlântico entre europeus, sobretudo, franceses, holandeses e portugueses, a ineficiência dos sistemas de capitanias hereditárias, o desejo de chegar ao Peru pelo Amazonas e o isolamento da capitania do Maranhão das outras capitanias, devido à geografia local, obrigaram a monarquia lusa a implementar as primeiras bases político-administrativas no território.

No contexto das disputas pelas Conquistas do norte, em 1612, a coroa portuguesa iniciou a estruturação político-administrativa, nomeando para os primeiros cargos o capitão-mor, Jerônimo de Albuquerque Maranhão, o ouvidor-geral, Luís de Madureira responsável pela jurisdição, o sargento-mor Baltazar Álvares Pestana, o capitão-do-mar Salvador de Melo, o capitão das entradas, Bento Maciel Parente, além de outros nomes para os cargos de comandantes dos fortes de São Felipe, São Francisco, Itapari e cargos menores subsidiários da estrutura de defesa implantada. Cada cargo provido por patente real trazia um Regimento que, comumente, sobrepunham poderes e causavam grandes conflitos locais.

Ampliando sua atuação colonizadora na capitania do Maranhão, a coroa instituiu, por intermédio de seu primeiro capitão-mor, Jerônimo de Albuquerque Maranhão, a Câmara de São Luís, com funções político-administrativas, judiciais, fazendárias e de conselho municipal. Em 1619, as diretrizes da política imperial portuguesa na capitania do Maranhão já possuíam um corpo burocrático camarário, composto de juiz ordinário, procurador do conselho, tesoureiro, vereadores, escrivão, almotacés, porteiro.

A incipiente estruturação das bases colonizadoras na Conquista do Maranhão tornou-se mais complexas com a separação da capitania do Maranhão, estabelecida desde 4 de maio de 1617, do Estado do Brasil, mas efetivada, mediante carta régia, em 13 de junho de 1621. O Império luso-espanhol criava um novo espaço territorial: o Estado do Maranhão e Grão-Pará. A nova territorialidade político-administrativa foi formada com a incorporação de duas grandes capitanias gerais, a do Grão-Pará e a do Maranhão.

A capitania geral do Maranhão, cabeça do Estado com sede administrativa em São Luís, constituiu-se com sete outras capitanias menores, a saber: a do Ceará, do Itapecuru, Icatu, Mearim, Tapuitapera, Caeté e Vigia. As quatro primeiras pertenciam à coroa. As três últimas eram de propriedade de donatários e eram hereditárias. Por sua vez, a capitania geral do Grão-Pará abrangia as capitanias de Gurupá, Cametá, Cabo do Norte e, em 1665, a de Joanes (Marajó). Delas, somente a de Gurupá pertencia à coroa.As demais eram de propriedade de donatários.

As capitanias que passaram para a tutela da coroa “tornavam-se capitanias reais e, portanto, território sob a administração direta da Monarquia”. Nesse caso, o maior cargo administrativo (provido pelo monarca) que respondia pelos limites jurisdicionais das capitanias era o de capitão-mor. Entretanto, a criação do novo Estado não alterou a situação de donatários que haviam herdado terras ainda pelo sistema de capitanias hereditárias. Apesar de a separação do Estado do Maranhão e Grão-Pará exigir implementação de um corpo político-administrativo régio, com cargos como os de governador e capitão-general, ouvidor-geral e provedor-geral, os donatários que permaneceram com suas capitanias hereditárias não tiveram alteradas sua autonomia jurídico-administrativa e militar, pois o “sistema das capitanias criara espaços em partes isentos da interferência da coroa”.

Diante desse quadro onde coexistiram em um mesmo espaço político-administrativo duas áreas de jurisdição, cabe questionar: Qual o significado político da mudança na configuração do espaço colonial no norte da América portuguesa? De que modo a divisão territorial afetaria as práticas políticas locais? Vale ressaltar que no Estado do Maranhão e Grão-Pará a administração local ainda continuaria sob a tutela dos capitães-mores até 1626, quando chega o primeiro governador e capitão-general Francisco Coelho de Carvalho, fidalgo da Casa Real e cavaleiro da Ordem de Cristo, nomeado por carta régia de 25 de setembro de 1623.

A coexistência de capitanias régias, nas quais os cargos de governador-geral e ouvidor-geral foram criados com capitanias particulares onde os capitães-donatários exerciam amplos poderes militares e administrativos, promoveram um cenário de sucessivos e constantes conflitos jurisdicionais entre oficiais régios, no território do Estado do Maranhão e Grão-Pará, notadamente envolvendo ouvidores, governadores, capitães-mores e capitães-donatários. Esses conflitos, presentes desde os primeiros anos da ação colonizadora pelo território, intensificaram-se com a divisão político-administrativa, devido às constantes disputas por cargos, terras, mão-de-obra, privilégios.

Outro aspecto a ressaltar é a quantidade de correspondências de oficiais régios e dos demais colonos das capitanias do Maranhão e do Grão-Pará dirigidas ao monarca português. Com a divisão do território, a capitania do Maranhão ficou subordinada diretamente à coroa e ao corpo jurídico metropolitano, sendo intermediadas pela Casa de Suplicação, Tribunal de Justiça da corte, e pelo Conselho Ultramarino (1642), órgão da política ultramarina que influenciava nas nomeações de governadores e capitães-mores e demais oficiais régios.