Desde o início de seus trabalhos, em 2005, o Museu Exploratório de Ciências – Unicamp se coloca como um espaço de educação, lazer e acessibilidade social. Através de seus projetos multidisciplinares e interativos atua, sobretudo, na disseminação da cultura científica, estimulando a curiosidade e a construção do pensamento crítico. Seu público-alvo primordial é o infanto-juvenil. Estudantes de instituições públicas e privadas do Estado de São Paulo, principalmente, da Região Metropolitana de Campinas. Nos últimos anos, através de projetos específicos, o Museu tem se tornado popular em diversas regiões do país. Ao trabalhar conteúdos científicos de maneira lúdico-pedagógica, que possam ser compreendidos pela faixa etária específica do público-alvo para o qual se destina, consequentemente, ele atinge professores e uma série de outros profissionais envolvidos com a área da educação no país. A partir disso, oferece uma série de seminários, oficinas, palestras, videoconferências e fóruns que contribuem para o desenvolvimento de um sistema de ensino com profissionais capazes de explorar temas como nanotecnologia, meteorologia, astronomia, entre outros, de maneira fácil e divertida.

Prêmio Internacional de Melhor Projeto de Popularização da Ciência e da Tecnologia da América Latina e do Caribe, a NanoAventura é uma exposição interativa do Museu, sobre nanociência e nanotecnologia desenvolvida por uma equipe de pesquisadores da UNICAMP e do Laboratório Nacional de Luz Síncotron (LNLS). Através dela, seus visitantes são estimulados a participar, em equipe, de jogos eletrônicos que simulam a manipulação de substâncias e partículas em escala nanométrica. Contemporânea ao nascimento do Museu, a NanoAventura surge em 2005, inicialmente, como uma exposição interativa. A tenda de 18 metros de diâmetro percorreu diversas cidades, até fixar-se em definitivo na atual sede do Museu Exploratório de Ciências. Nos últimos quatro anos, mais de 40 mil pessoas entraram em contato com um micro universo, imperceptível à visão humana. Em março deste ano, uma réplica da exposição foi inaugurada, em São Paulo, no Catavento Educacional e Cultural, um museu de ciências sob a administração do Governo do Estado de São Paulo. Em 2006 surge a Oficina Desafio, uma oficina ambulante instalada em um caminhão equipado com diversas ferramentas e materiais. Monitores treinados lançam um pequeno desafio com duração de quatro horas para resolução. O objetivo principal da Oficina é estimular o público visitante a desenvolver soluções simples e inovadoras para problemas reais. Como desdobramento deste programa, nasce o Grande Desafio. Anual, o evento tem reunido mais de 600 estudantes, divididos em equipes de até seis participantes, envolvidos na resolução de um único desafio.


Em 2007, “Apagar um Foco de Incêndio na Floresta”, em 2008, “Soluções para a colheita de laranja”, em 2009 “Salvar uma Espécie em Extinção”. A cada ano, o Reitor e Coordenador da Universidade, Pró-reitores, Diretores de Departamentos e Docentes da UNICAMP acompanham, voluntariamente, os trabalhos desenvolvidos pelos estudantes, durante a cerimônia de premiação.

Com o fortalecimento dos projetos oferecidos e o aumento do público atendido, o Museu redobra esforços para a construção de um espaço físico que proporcione a contemplação de exposições permanentes. Partindo dessa necessidade lança, em janeiro de 2009, o Concurso Público Internacional de Projetos de Arquitetura para a nova sede do Museu Exploratório de Ciências. A competição envolveu mais de 170 equipes de arquitetos, de 21 países em todo o mundo. A fase final aconteceu na Universidade Estadual de Campinas, no dia 7 de agosto. Após a Defesa Pública realizada pelos cinco finalistas, o projeto “Museu como fenômeno e o fenômeno como paisagem”, assinado pelo escritório paulistano CHN, foi o grande vencedor.

A divulgação da Ciência e da Tecnologia pelo Museu Exploratório de Ciências vai além da difusão dos conhecimentos alcançados pelas ciências exatas e da natureza. Buscando inovar, o Museu lança a I Olimpíada Nacional em História do Brasil. Patrocinado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com o apoio da Revista de História da Biblioteca Nacional, o projeto de alcance nacional tem como meta, lidar com heterogêneos, integrando as cinco regiões brasileiras, na discussão de sete grandes eixos temáticos: cidadania, trabalho, colonização, sociedade, urbanização, territorialidade e industrialização.No intuito de levar o conhecimento científico para públicos específicos, o Museu busca parcerias que permitam a adequação de conteúdos a faixas etárias diversificadas. Assim, ao longo de 2009 e 2010, inaugurou projetos inéditos de Tematização Científica em dez supercreches no município de Campinas. Serão mais de 10 mil crianças entre 4 meses e 6 anos atendidas. O investimento do Governo Municipal é da ordem de 2 milhões de reais.

A primeira exposição permanente do Museu foi inaugurada no início de 2010. Na Praça Tempo & Espaço os visitantes são convidados a contemplar, ao ar livre, recursos utilizados pelo homem para controlar o tempo e o espaço. Em 2012, o Museu vai lançar sua segunda exposição permanente Pátio Tempo Clima. Essa exposição será instalada embaixo da Praça Tempo & Espaço e vai trabalhar com conceitos sobre clima e meteorologia. A exposição terá como parceiro o programa Meteorologista Cidadão que foca questões locais, com a disponibilização de pequenas estações de medição em escolas de diferentes pontos da mesma cidade ou região para engajar os estudantes na busca e análise de dados meteorológicos.Considerando todos os projetos desenvolvidos (Cor da Luz - O código das cores, Oficina Desafio, Grande Desafio, Fóruns, Seminários ao Pôr do Sol, Férias no Museu, Concurso Público Internacional de Arquitetura) o Museu Exploratório de Ciências – Unicamp já recebeu mais de 70 mil visitas.

Estima-se que com a construção da sua nova sede, a partir do projeto arquitetônico escolhido pelo Concurso Internacional de Arquitetura, esse número seja triplicado. Com a finalização das obras na Praça Tempo & Espaço, no próximo ano, o Museu já espera por um aumento considerável no fluxo de visitações.O reconhecimento alcançado pelo Museu Exploratório de Ciências, ao longo de seus quatro anos de existência, no Brasil e no exterior, é o resultado de ações sólidas no âmbito da educação e da divulgação da Ciência e da Tecnologia, assim como de parecerias firmadas com a iniciativa pública e privada, comprometidas com a sociedade. Com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Museu sediou, em 2011, a reunião da Rede de Popularização de Ciência e Tecnologia na América Latina e Caribe (Red-Pop). Trata-se da consolidação da instituição como um espaço de referência em termos de disseminação científica.