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Unicamp recebe exposição "Correio Popular 95 anos"

A mostra reúne 26 capas históricas, 40 troféus e outras premiações



 

Autor
Liana Coll

O Centro de Memória da Unicamp (CMU) abriu ao público a exposição “Correio Popular 95 anos”. A mostra traz 26 capas do jornal com fatos marcantes da história da cidade, do país e do mundo. A exposição foi inaugurada nesta quarta-feira (4) e pode ser visitada no terceiro andar da Biblioteca Central Cesar Lattes, onde está localizado o CMU. 

Além das capas históricas, a mostra reúne premiações recebidas pelo Correio e suplementos especiais do jornal. Também são apresentadas as mudanças tecnológicas e na língua portuguesa que atravessaram a história do Correio. Em uma capa da década de 1930, por exemplo, lê-se “Allemanha defllagrou a guerra na Europa”. A exposição, que tem curadoria da diretora de Marketing do Grupo RAC, Aline de Oliveira Rodrigues, permanecerá na universidade até o final de maio.

Na solenidade de abertura, o reitor da Unicamp, Antonio José de Almeida Meirelles, assinalou a importância do jornal na preservação da memória da cidade de Campinas. “É uma honra ter essa exposição aqui e lembrar que ela está associada a uma história muito longa. Temos uma história mais curta, mas muito significativa. Mas são duas histórias conectadas à história de Campinas”. 

Inauguração da exposição "Correio Popular 95 anos"
Meirelles lembrou alguns dos fatos que o marcaram, expostos nas capas dos jornais. Dentre eles, a morte de dois prefeitos da cidade: em 1996, a de José Roberto Magalhães Teixeira, conhecido como Grama; em 2001, de Antonio da Costa Santos, o Toninho. O papel formativo da exposição, bem como a importância do estreitamento de laços entre a Unicamp e as instituições de Campinas foram ressaltados pelo reitor. 

O superintendente executivo do Correio Popular, Italo Barioni, também frisou a importância da parceria entre o jornal e a Unicamp, onde estudaram seus três filhos. “A Universidade está muito ligada à minha existência e estar aqui é um orgulho”. Ele lembrou que a exposição traz fatos que remetem também à trajetória do jornal, o qual completa 95 anos em setembro.

Da década de 1920 aos dias atuais

Mostra está aberta ao público até o final de maio
A mostra expõe a primeira capa do jornal, de 1927. Entre  as capas relacionadas a fatos históricos estão estão a deflagração da Segunda Guerra Mundial, em 1939, o desabamento do Cine Rink em 1951, a morte Ayrton Senna em 1994, o assassinato do prefeito Toninho e o ataque às Torres Gêmeas do Estados Unidos, em 2001.

Para o pró-reitor de Extensão e Cultura, Fernando Coelho, a comunidade acadêmica tem a possibilidade de percorrer os eventos históricos por meio das capas. “Em um pequeno espaço podemos podemos reviver fatos extremamente importantes. A comunidade vai poder passar por painéis que contam uma história e as nossas histórias”. 

Coordenadora da Coordenadoria de Centros e Núcleos da Unicamp (Cocen), à qual se  vincula o CMU , a professora Ana Carolina Maciel ressaltou o poder de permanência do jornal e a importância da preservação dessa memória. “Em uma sociedade desprovida de acervos, em que coleções documentais são incineradas sem aviso prévio - a própria origem do CMU vem da salvaguarda de um acervo que estava na iminência de virar cinzas -, o Correio Popular, além da sua função informativa cotidiana, se configura como um patrimônio, uma fonte inesgotável e um subsídio imprescindível para pesquisas de cunho historiográfico ou para qualquer indivíduo que se interesse por história”.

Exposição marca parceria entre CMU e Sistema de Bibliotecas

Exposição é o primeiro evento público na nova sede do Centro de Memória da Unicamp
O Centro de Memória da Unicamp transferiu recentemente sua sede para o terceiro andar da Biblioteca Central. A exposição é o primeiro evento público no novo espaço. O diretor do CMU, André Paulilo, destacou a importância do estreitamento de laços entre as unidades. “É um prazer receber a exposição no CMU, não só porque se trata da memória da cidade, de um órgão de imprensa que preza a liberdade de expressão, mas também porque é início da parceria entre o CMU e o Sistema de Bibliotecas da Universidade”.

O CMU é um dos 21 centros e núcleos coordenados pela Cocen. O órgão atua na captação, organização, preservação, disponibilização e difusão de acervos documentais, especialmente relacionados à cidade de Campinas. Promove também a produção de pesquisas e publicação de livros e periódicos interdisciplinares, com ênfase na articulação entre memória e história.

 

https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2022/05/05/unicamp-recebe-exposicao-correio-popular-95-anos